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Caminho das Pedras ...

“… DA MINHA LÍNGUA VÊ-SE O MAR. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi a da nossa inquietação." V. Ferreira

Caminho das Pedras ...

“… DA MINHA LÍNGUA VÊ-SE O MAR. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi a da nossa inquietação." V. Ferreira

A CASA VELHA DE S. JORGE

 

 

NATHALIE (RE)VISITA A CASA VELHA DE S. JORGE

 

 Nathalie estava, pela quarta vez, em São Jorge!
 

Lembrava-se, muito vagamente, da primeira vez que tinha estado em São Jorge!
 

Não admira; não teria mais de 8 anos quando, corria o ano de 1971, os pais, emigrantes em França, nos arredores de Paris, a trouxeram a conhecer as raízes da família do pai e os sítios onde este tinha passado a sua infância e adolescência.

Tem imagens muito vagas daquela estadia, embora hoje sinta alguns locais, as caras e os cheiros com alguma familiaridade…

 

Não se esquece dos dias escaldantes e das noites quentes da festa dos mineiros de 1971… com muitos vizinhos sentados às portas de casa, à fresca, a conversarem muito alegres e com uma entoação estranha… Recorda, vagamente, os temas das conversas… as mobílias das casas novas, os apartamentos que se compraram na Covilhã, no Fundão… o dinheirão que os filhos gastavam nos estudos… o desemprego nas minas, o raio da silicose!...
 

A terceira vez que veio a S. Jorge, há 10 anos, foi precipitada pela súbita morte do pai, em Paris e, na sequência das partilhas e da herança, foi obrigada a vir regularizar a situação de alguns bens que a família possuía na zona.
 

Hoje, já na casa dos 47 anos, Nathalie, uma excelente professora de biologia, há muitos anos colocada num liceu em Paris, ainda não acredita, muito bem, porque está em S. Jorge.

Tudo se precipitou umas semanas antes desta Páscoa…

Por um lado o reitor do Liceu sugeriu-lhe que gozasse os 10 dias úteis de férias antigas, nas férias escolares da Páscoa de 2010, dispensando-a assim das suas actividades de coordenação pedagógica.

 

Quando se preparava para marcar uns dias numa praia longínqua, numa das ilhas paradisíacas da Polinésia francesa, onde ia com alguma regularidade, para carregar baterias, eis que a sua mãe lhe telefona aflita, por causa do desassossego que a casa velha de S. Jorge lhe andava a causar…

De facto, os vizinhos de S. Jorge não lhe davam descanso desde há uns meses para cá. Todas as semanas choviam telefonemas de São Jorge na residência, onde Rosália, a mãe de Nathalie, vivia desde a súbita morte do marido, a pressionarem-na para vender a casa velha de São Jorge…

 

Desde a morte do pai que mãe de Nathalie não andava bem. Na realidade nunca aceitou a sua perda e vivia num permanente sofrimento e estado de confusão, que os inúmeros internamentos não solucionaram. Com 68 anos, a mãe de Nathalie era pouco autónoma e vivia numa residência comunitária de excelente qualidade, com serviços de proximidade e cuidados clínicos permanentes, nas proximidades de Versailles.

 

Nathalie visitava a mãe duas ou três vezes por semana e sempre que o tempo o permitia iam visitar o palácio, especialmente os seus jardins. Nestes passeios conseguia ver felicidade no rosto da mãe, sempre que esta, entusiasmada, lhe explicava os detalhes das paixões e das lutas palacianas presenciadas por aquelas imponentes paredes; nestes passeios, tomavam o comboiozinho nas traseiras do palácio, levando-as a visitar o enorme parque… apeavam-se sempre junto ao grande lago frondoso, onde lanchavam e alugavam um barco a remos e gostavam de remar até ao meio do lago e ficar aí, por largos minutos a sentirem o silêncio das águas calmas, fazendo-as sentirem-se mais próximas. Estes momentos também lhes refrescavam os afectos e as memórias agradáveis… Depois tomavam um chá na esplanada debruçada sobre o lago, deleitando-se a observarem as crianças em correria ou a andarem de bicicleta e, quando a mãe mostrava sinais de fadiga, retomavam o comboizinho até ao palácio; andavam uns minutos a pé e Nathalie despedia-se da mãe, depois de a deixar aconchegada no seu quarto, na residência de idosos…

 

...

 

Nathalie deu consigo a alugar um carro no Aeroporto de Lisboa, depois da viagem agitada, num avião da TAP, repleto de alegres emigrantes, carregados de prendas e lembranças, e a viajar para S. Jorge, debaixo de um temporal, no domingo de ramos.

Pernoitou num hotel no Fundão e na 2ª f., ficou admirada com a azáfama matinal do mercado, por onde deambulou, descobrindo calçado a 1 euro, enxovais completos arrematados a 50 e estranhas cherovias a concorrerem com os peixinhos da horta…por entre anúncios do tipo “ó freguesa, compre aqui … é mais fresquinho e mais barato”, declamados entre uma bátega de chuva e um vento gelado que cortava a ponta do nariz.

 

Depois de um almoço frugal, pôs-se a caminho de S. Jorge, onde chegou pelas 3 da tarde.

 

Obtida a chave da casa velha, junto da vizinha idosa, a quem a casa estava entregue e que sabia da sua vinda e, depois de muitas festas e beijos à “m’nha Natalita”, foi dar uma vista de olhos pela casa antes de ir falar com os vizinhos, paredes meias com a casa velha, e resolver rapidamente este assunto da casa, a ver se acabavam de vez os telefonemas que vinham desestabilizando a sua mãe, lá nos arredores de Paris…

 

Ainda por cima dormira mal no Fundão. Não que o hotel e a cama não fossem acolhedores.

Ao folhear o livro de Saramago “Viagens na Minha Terra”, que o serviço do hotel tinha no quarto, tomou contacto com a trágica história vivida em S. Jorge “O fantasma de José Júnior”

 

Sentada no tabuão, carcomido pelo bicho da madeira e enfarruscado pelo lume, tantas e tantas vezes aceso na pedra, também ela crestada, que repousava no centro da cozinha, levantou os olhos para a pilheira, à sua frente, onde repousavam testos velhos, uma gadanha enferrujada, uma candeia de azeite apagada há demasiado tempo…

 

Mas ali, experimentou pela primeira vez, desde há muito tempo uma profunda paz interior. Uma sensação especial de calor e um silêncio abraçaram-na por largos momentos… Ali ao lado da cozinha morava uma cantareira antiga e ao fundo do sobrado, numa mistura de forro e dispensa encontrou, no meio de malas e trastes velhos, uma mesa feita duma caixa da pólvora das minas, umas pinhas velhas bem secas, umas torgas quase a desfazerem-se e até umas pernadas de oliveira e castanheiro…

Acendeu o lume e experimentou um calor acolhedor como há muito tempo não sentia e deu consigo a olhar para o longo tabuão, à roda do lume, a olhar a porta da cozinha com janelo, o assento de cortiço mesmo ao lado da panela de ferro enferrujada e na pilheira, uma ráfia a desfazer-se, mas que ainda conservava uma mão-cheia de sarpão seco.

 

 Deu consigo a imaginar o seu pai, os seus avós, os bisavós paternos e tios a conversarem alegremente à volta do lume e a comerem as couves com feijões, duma grande travessa, posta na pequena mesa e decorada com rodelas de chouriça de lombo, cortada em 12 bocados, para as 12 bocas que respiravam naquela cozinha…

 

Sobressaltou-se ao ouvir uma voz … “Toma! Este bocado de chouriço é para ti, minha netinha!”

 

Nathalie experimentou uma sensação de pena quando se tentou concentrar na sua missão: tinha vindo a S. Jorge para vender a casa velha a um dos vizinhos que queriam alargar as suas casas e, por isso, não davam descanso à mãe, lá em Versailles!

 

 Mas a casa velha era muito mais que uma casa… estava cheia de memórias, de afectos… Nas duas horas que passara em S. Jorge, desde que entrara na casa velha, Nathalie não deixara de sentir uma enorme explosão de emoções, recordações que julgara perdidas para sempre.

 

Ao entrar na sala grande do andar de baixo teve um sobressalto… A sala parecia bem mais pequena que a das suas memórias de criança. Sentiu um aperto no coração ao ver a arca grande de carvalho, exactamente ao lado dos gavetões de parede… estava tudo no mesmo sítio… foi sentada na arca, aos 12 anos, na sua segunda estadia em S. Jorge e de mãos dadas com o Tonito, menino dos olhos grandes e negros, que trocou o primeiro beijo e jurou amor eterno!

 

De repente sentiu uma impaciência urgente em saber o que era feito do Tonito… Durante largos anos trocaram cartas, prometeram visitar-se, irem viver um para o pé do outro, mas tal nunca acontecera… Porquê? Nathalie não encontra resposta… Será que esta é uma das razões porque nunca casou e se dedicou de corpo e alma à sua vocação de professora?

Apeteceu-lhe sair para a rua e perguntar pelo Tonito. Refreou-se. Numa das últimas cartas que trocaram e já perto dos 20 anos, ele anunciava que ia para a tropa…

 

A casa velha estava a destapar-lhe um vulcão de emoções. Cada segundo que passava presenteava Nathalie com uma torrente enorme de recordações, histórias contadas pelos avós, pelo pai…

 

Não, não podia vender a casa. Neste momento tinha a certeza que vender a casa seria amputar uma parte de si, vender e destruir recordações, memórias da sua família, seria matar a sua identidade, a sua referência cultural…

 

Está decidido. Não vendo!

 

Mais, tenho que a preservar, restaurar e escrever todas estas histórias, memórias…

Sim, a casa velha vai perdurar…

 

Continuará a viver dentro de mim!

 

 

 

O Caminho da Capela

 

Os segredos do Caminho da Capela…

Demorou mais de hora e meia, com paragens para recuperação do fôlego e para dar descanso aos joelhos doridos, a ida desde a Cruz-da-Rua até à Capela para movimentar o corpo e alargar a vista, sentado na breve escadaria em lousa, na base do monumento do Sagrado Coração de Jesus.
 
Os altifalantes do relógio da Capela encheram-lhe os ouvidos com a melodia repetitiva das duas da tarde!
 
Apesar da ligeira brisa, um pouco friorenta, sentiu-se aquecido pelo sol tímido desta tarde mesmo em cima da Páscoa de 2009… Ajeitou o boné do Benfica e passeou o olhar pelo Povo aconchegado, concentrou-se de seguida na torre alva da igreja e levantou o olhar para as enormes pás do gerador eólico que pareciam ceifar os pinheiros lá no alto da Abesseira
 
Gostava de ir mais vezes à Capela, mas cada dia que ia lhe parecia mais difícil; mas não podia desistir, não tanto pelo exercício que exigia às suas cansadas e frágeis pernas, mas pela oportunidade das viagens que podia fazer aos seus sonhos, uns realizados e outros ainda por realizar, mas muito bons para acertar contas e se pôr em paz com memórias e emoções que o inquietavam e angustiavam…
 
Esta já era a 82ª primavera que estava a viver e lembrava-se, como se fosse hoje, que quando tinha 8 anos, fazia nuns míseros 5 minutos, e se fosse preciso, várias vezes ao dia, o caminho da Eira à Capela… E agora não conseguia baixar da hora e meia… mas ficava a consolação de que as viagens de hoje ficavam cheias de aventuras, histórias e sonhos visitados, enquanto que aos oito anos apenas sentia o sibilar do vento nas orelhas, provocado pela velocidade que conseguia atingir nessas corridas…
 
Ao olhar para a Ponte começou a recordar que foi também pela Páscoa, mas na de 1964, que lá em baixo, às 5 da manhã, apanhou a carreira… para a emigração… a carreira gemia com o peso das mágoas que levava consigo!
 
 
Foi nessa Páscoa que emigrou para França, mais precisamente para os arredores de Belfort…
 
Demorou quase quatro dias a chegar a Belfort e não pregou olho naquela rocambolesca viagem em que rapou frio, enjoou a merenda e em que as angústias e as saudades da mulher, dos filhos, dos pais, das irmãs, dos amigos, dos lugares da aldeia, das minas não o deixaram pregar olho entre as camionetas e os comboios que teve de apanhar, carregando a mala da roupa e o malote da merenda que foi partilhando com os companheiros desta viagem não desejada por nenhum deles…
 
Alguns dos conterrâneos que o esperaram na estação, à chegada a Belfort, ainda o desanimaram mais…
- “Olha que isto está difícil… se não fosse por vergonha e se soubesse que nas Minas me voltavam a admitir quem regressava era eu”, disse-lhe, à chegada a Belfort, um primo afastado…
 
A esta distância é com ironia que reconhece que, nestes momentos difíceis, por vezes, os familiares mais próximos desajudaram, enquanto que outros conterrâneos que não passavam de vizinhos se revelaram os verdadeiros amigos deste acabrunhado e desalentado sanjorgense longe de casa …
 
Ao chegar à casa onde ia ficar e onde se partilhavam quartos, cozinhas e casas-de-banho, propriedade da entreprise de construção civil onde iria trabalhar, um vizinho sanjorgense, já com uns anitos de França e uns bons anos mais velho que o nosso aprendiz de emigrante, puxou-o para o pé de si, apontou-lhe uma cama arranjada, no outro canto do quarto, junto a um armário para guardar os seus pertences.
 
Sentou-o à mesinha junto à janela e serviu-lhe uma excelente sopa de legumes bem quente que tinha feito de propósito para o receber… Ainda hoje lembra, com saudade, este amigo já desaparecido que o reconfortou e aqueceu com aquela sopa divinal… mais do que a fome apaziguou-lhe as mágoas e a saudade…
 
Terminada aquela grande malga de sopa, que lhe reconfortou o estômago que passara os últimos quatro dias a sandes, viu o amigo mais velho puxar da carteira e retirar cuidadosamente uma grande nota de 500 francos novos e dirigindo-se ao aprendiz de emigrante disse-lhe, estendendo-lhe a nota, “esta estava guardada para ti!”
 
Perante a relutância em aceitar a nota o amigo mais velho disse-lhe, “guarda-a, podes precisar dela! A mim não me faz falta nos tempos mais próximos.”
 
Mas nos dias que se seguiram, perante as dificuldades de adaptação ao trabalho nos andaimes dos altos prédios em construção, as saudades e a tristeza por ter a família tão longe e, especialmente, porque ouvia constantemente as lamentações e os desânimos dos conterrâneos mais novos, que o criticavam dizendo-lhe… “não sabes o que perdeste, teres saído do trabalho que tinhas fora da mina e vires para aqui!…”, o desalento foi ganhando terreno.
 
Estava quase a fazer 3 semanas que estava em Belfort e as coisas só pioravam… ainda não tinha conseguido dormir uma noite sossegado… adormecia uma meia-hora cada noite e depois… volta para aqui, pensamentos desvairados para acolá e… mais nada… não pregava olho em toda a noite!
 
Além da tristeza que o não largava, andava cada vez mais acabrunhado pois receava cair dum andaime ou da grua onde também trabalhava!
 
Basta! Decidiu que aquela não era a sua vida. Ia desistir.
 
Falou com o encarregado  nesse mesmo dia à noitinha e disse-lhe que se ia embora para Portugal, no dia seguinte de manhãzinha, no comboio das 7 da manhã. Falou com um espanhol, colega de trabalho, que lhe prometeu levá-lo na sua carripana à estação do comboio, às 6 da manhã do dia seguinte… 
     
Estranhamente ou não, nessa noite dormiu como uma criança … das 9 da noite às 5 e meia da manhã… Acordou e sentia-se muito bem! Pela primeira vez em terras francesas tinha dormido uma noite inteira; estava bem disposto e foi com alguma pena que pegou na mala e no saco da merenda e, depois de se despedir do velho amigo que lhe fez aquela sopa especial e lhe ter devolvido a nota dos 500 francos novos de que já não iria precisar, saiu à procura do colega espanhol que tinha ficado de o levar à estação dos caminhos de ferro de Belfort. Já não era muito cedo, pois ainda tinha que comprar o bilhete…
 
 Esperou, esperou à porta do escritório e… do colega espanhol... nem sinais... Nada…
 
Já eram quase 6 e meia e os emigrantes começavam a sair dos quartos para se dirigirem para as obras quando lhe apareceu o encarregado e lhe perguntou se não ia apanhar o comboio… O nosso aprendiz de emigrante sanjorgense contou-lhe que o espanhol não aparecia…O encarregado riu-se e disse-lhe que o espanhol tinha estado nos copos até às tantas e seria um milagre se ele se conseguisse levantar lá para o meio-dia, para trabalhar, quanto mais para o ir pôr à estação… devia ser lindo!
 
“Olhe que esta noite dormi mesmo bem… estou como novo e muito bem disposto, retorquiu-lhe o nosso conterrâneo!”
 
“Mas porque não ficas? Porque não vais trabalhar?” Disse-lhe o encarregado.
"Tenho aqui a tua ficha que ia levar para o escritório… vai mas é picar o ponto e força, que isso já passou… Preciso de trabalhadores como tu e agora mais descansado vais ver que te vai correr tudo muito melhor!..."
 
O nosso amigo sanjorgense sentiu aquele momento como especial e viu no encarregado um sinal de esperança, de que deveria começar ali a sua saga de emigrante e disse ao encarregado… “obrigado pela sua confiança. Vou-me já despachar ”.
 
 
Foi a correr pôr a mala no quarto, deu um abraço ao velho amigo que o ajudou no primeiro dia, que lhe segredou… “Bem-vindo ao mundo dos emigrantes!...”. Vestiu o fato-macaco, agarrou no saco com a merenda e estugou o passo para pegar às sete em ponto!
 
Sentiu que tinha feito o seu luto e já tinha ultrapassado o momento difícil de adaptação a uma terra e gentes diferentes. Cheio de energia foi para o trabalho, com a convicção que tinha mesmo que ganhar a vida, pois acreditava num futuro diferente para os seus filhos e numa casa nova em São Jorge! 
 
45 anos depois, nesta Páscoa de 2009, reformado há uns bons anos da mina, das franças e das alemanhas o nosso conterrâneo, na casa dos 82 anos, ainda teve forças para ir da Capela ao Cemitério e depois de passar pelas campas dos familiares mais chegados ainda dirigiu pensamentos de admiração e reconhecimento junto à campa do velho amigo que tão bem o acolheu quando chegou tão desalentado a Belfort!
 
 
De regresso ao Povo, já passava das cinco da tarde, ia matutando com os seus botões…
“Quem diria que um passeio até à Capela me iria guardar para esta viagem tão longa… Andei pelas Franças e pela década de 60 do século passado… que grande viagem!!!”
 
Ao dobrar a curva aos Covões deu consigo a murmurar… “esta viagem é para ser guardada por ti, Caminho da Capela!”
 
 
“Qualquer dia partirei para outra grande viagem…”

 

 

 

 

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